Alimentação vegana: um estilo de vida

3 anos atrás  Por  Equipe Natue     4 Comentários

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Os veganos seguem um estilo de vida que vai muito além da dieta. Excluem o consumo de qualquer alimento ou produto de origem animal, geralmente obtidos por métodos cruéis e exploratórios, como roupas de couro, seda e lã e até cosméticos e medicamentos testados em animais.

Os motivos para essa exclusão são diversos, como saúde, aspectos espirituais e religiosos, mas principalmente por questões que envolvem o meio ambiente e a ética animal. Somente no Brasil, seis bilhões de animais terrestres são abatidos por ano. Cada um deles precisa de uma determinada quantidade de terra, água, alimento e energia, produz alta quantidade de dejetos e emite, direta e indiretamente, poluentes que são dispersados pelo solo, ar e água, segundo o relatório “Comendo o Planeta: Impactos Ambientais da Criação e Consumo de Animais”, da Sociedade Vegetariana Brasileira.

A criação de animais tem impacto direto em todo ecossistema do planeta, causando inúmeros danos, como a destruição de florestas, perda de biodiversidade, escassez de água doce, poluição da água e do ar e erosão do solo.


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Alimentação vegana equilibrada

Apesar da lista de produtos excluídos ser grande e incluir carnes, ovos, leite e derivados, mel, gelatina, entre vários outros, a alimentação vegana não traz qualquer tipo de prejuízo à saúde, já que todos os nutrientes que o organismo precisa, em qualquer fase da vida, são encontrados no reino vegetal. A única exceção é a vitamina B12, que não pode ser suprida na alimentação vegana, devendo ser suplementada. “É importante fazer acompanhamento com nutricionista e avaliar os níveis dessa vitamina na corrente sanguínea, identificando e corrigindo deficiências”, explica a nutricionista Carolina Favaron.

Mas para ter um organismo saudável não basta consumir produtos veganos, é preciso seguir uma alimentação equilibrada e fugir da cultura da má alimentação. “Nós temos uma cultura muito ruim. Um onívoro [pessoa que comem carne], por exemplo, come pão com manteiga e café com leite no café da manhã, arroz, feijão, bife e batata no almoço e pão com presunto e queijo à noite, e aí se torna vegetariano. Se mantiver essa estrutura e só tirar a carne, vai comer pão com manteiga e café com leite, arroz, feijão, bife de soja e batata-frita, e ao invés de presunto e queijo, comerá pão com mortadela de soja e queijo. E dá para fazer a versão vegana de tudo isso, ou seja, a pessoa vai continuar com uma estrutura ruim da mesma forma”, explica Ana Ceregatti, nutricionista especializada em alimentação vegetariana e vegana.

No entanto, mesmo um vegano que siga uma alimentação saudável e coma a cada três horas pode ter uma carência instalada posterior à alimentação vegana. “Isso vai aparecer em algum momento e a hora que surgir vão dizer que é pelo veganismo, e não por aquela alimentação prévia inadequada. Então, é importante consultar um profissional para ver se está bem de saúde, corrigir eventuais carências e seguir uma alimentação vegana sem nenhum risco de carência”, conta Ana.

Principais dificuldades de um vegano

O impacto social é a principal dificuldade enfrentada por uma pessoa vegana. Mesmo com a diversidade de produtos e alimentos que suprem a alimentação de uma pessoa que exclui produtos de origem animal, ainda hoje é difícil encontrar estabelecimentos preparados para atender esse público. “Se um vegano parar em uma padaria, só vai conseguir um suco de frutas. Aqui no Brasil temos pouquíssimos lugares que servem opções veganas de leite ou ao menos pão com geleia, tofu ou patê de grão-de-bico”, conta Ana. Além dos locais, pessoas não veganas e não vegetarianas muitas vezes não compreendem esse estilo de vida, o que pode causar bullying e problemas de relacionamento.

Dicas para uma dieta vegana

Segundo Carolina, além da vitamina B12, outros nutrientes também merecem atenção. “No caso do cálcio, a necessidade diária pode ser facilmente atingida com o consumo de vegetais verde-escuros – como couve, repolho e brócolis –, tofu e gergelim, por exemplo. O zinco pode ser encontrado na semente de abóbora, oleaginosas e leguminosas, como feijão e a lentilha. Já o ferro pode ser encontrado no tofu, melado de cana, rapadura, vegetais verde-escuros, leguminosas e gergelim”, conta.

Para potencializar a absorção de ferro e zinco no organismo, é indicado associar fontes de vitamina C na mesma refeição, como gotas de limão na comida ou um copo pequeno de suco de laranja, acerola ou caju. Também é importante deixar as leguminosas de molho antes de cozimento para eliminar os fatores antinutricionais que podem atrapalhar a absorção desses minerais e deve-se evitar o consumo de alimentos ricos em cálcio na mesma refeição.

“Todas as pessoas precisam ter todos os grupos alimentares na dieta. Se consumir cereais integrais, feijões, frutas, verduras, legumes, castanhas e beber água, obviamente, não tem razão para se preocupar com a alimentação, já que tende a ter uma alimentação mais saudável e melhor. A dica é equilibrar a dieta e evitar o uso de produtos industrializados. É preciso consumir alimentos frescos e integrais em refeições regulares, com intervalos de não mais do que três horas. Aí a chance de ter saúde é muito grande”, explica Ana.

 

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Alimentação vegana: um estilo de vida
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A alimentação vegana é baseada em uma filosofia de vida que envolve diversos fatores, como o meio ambiente e a ética animal.
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