Atividade física no tratamento da hipertensão

4 anos atrás  Por  Equipe Natue     Sem Comentários

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Artigo de especialista - Fernanda Andrade*

A hipertensão arterial sistêmica continua sendo uma das maiores causas de morbidade cardiovascular, atingindo, no Brasil, cerca de 15% da população adulta.

O Programa Nacional de Educação e Controle da Hipertensão Arterial, da Divisão Nacional de Doenças Crônico-Degenerativas do Ministério da Saúde do Brasil, com finalidade normativa, adota a definição de hipertensão arterial sistêmica da Organização Mundial de Saúde (OMS), estabelecida em 1978. Por esse critério, são “normotensos” os adultos maiores de 18 anos com valores de pressão arterial sistólica e pressão arterial diastólica inferiores a 140 mmHg e 90 mmHg, respectivamente. Os valores situados entre 140 mmHg e 160 mmHg para a pressão arterial sistólica e entre 90 mmHg e 95 mmHg para pressão arterial diastólica são considerados limítrofes, enquanto os valores iguais ou superiores a 160 mmHg e 95 mmHg, respectivamente, para pressão arterial sistólica e pressão arterial diastólica definem-se como hipertensos.

Apesar da definição da OMS, a pressão arterial sistólica acima de 120 mmHg e a pressão arterial diastólica acima de 80 mmHg diminui a expectativa de vida do indivíduo. Essa afirmativa tem apoio nos dados do Escritório de Estatística da Metropolitan Life Insurance Company, dos Estados Unidos.

O Consenso Brasileiro para o Tratamento da Hipertensão Arterial Sistêmica refere como números normais para adultos acima de 18 anos aqueles inferiores a 160/90 mmHg, contudo, discute que qualquer número é arbitrário e qualquer classificação é insuficiente. É considerada também a possibilidade de maior ou menor risco cardiovascular tanto acima quanto abaixo do valor limítrofe quando se individualiza o paciente.

No tratamento da hipertensão, atividades físicas elaboradas têm sido indicadas, de maneira adequada, para portadores de hipertensão sistêmica.


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A necessidade do conhecimento da utilização de todas as possibilidades terapêuticas no controle da hipertensão arterial sistêmica é uma exigência em nosso país. O profissional de educação física é o mais preparado e capaz para trabalhar com atividades físicas com grupos especiais que são diagnosticados como hipertensos. Os exercícios mais indicados para hipertensos são os aeróbios, musculares e dinâmicos. O profissional irá orientar quanto às cargas e volume dos treinos.

O exercício físico provocará modificações mecânicas e sistêmicas em todo o sistema cardiovascular, que fortalecerá artérias, veias e o próprio coração, reduzindo com isso os batimentos cardíacos por minuto e a pressão arterial. Em outras palavras, você conseguirá um coração mais forte e eficiente.

Atualmente, existe maior conscientização sobre a potencialidade de a vida sedentária constituir importante fator de risco para doenças cardiovasculares. É possível a identificação de respostas que demonstram o efeito terapêutico do exercício na hipertensão arterial sistêmica, embora informações complementares sejam necessárias sobre os mecanismos envolvidos na redução da pressão arterial.

*Fernanda Andrade é personal trainer e coch esportiva. Pós-graduada em Fisiologia do Exercício, Mestranda em Ciências da Saúde e CEO Prime Consultoria Esportiva.

 

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Atividade física no tratamento da hipertensão
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Veja como é essencial a atividade física no tratamento da hipertensão.
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