DHA e EPA: conheça esses ácidos graxos da família ômega 3

1 ano atrás  Por  Equipe Natue     Sem Comentários

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A alimentação brasileira tem priorizado muito mais o consumo de ômega 6 do que de ômega 3, mas isso pode causar diversos distúrbios como diabete, obesidade, doenças crônicas não transmissíveis e doenças cardiovasculares. Embora o ômega 6 e o 3 sejam essenciais, é preciso ter equilíbrio na proporção entre os dois. A ingestão excessiva de ômega 6 provoca o desequilíbrio de ômega 3 no organismo.

O ômega 3 é um conjunto de gorduras, dos quais fazem parte o EPA (ácido eicosapentaenóico) e o DHA (ácido docosahexaenoico) considerados do tipo ácidos graxos poli-insaturados. São encontrados em maior quantidade em alimentos como peixes, frutos do mar e óleo de peixe. O DHA e EPA são boas fontes de gorduras que trazem diversos benefícios à saúde. Como não produzidos nem o EPA nem o DHA, é necessário consumi-los através da alimentação ou verificar a necessidade de suplementação.

Para que servem o EPA e DHA?

Agora que já sabe o que é EPA, conheça os benefícios: O EPA (ácido eicosapentaenóico) é importante por sua ação anti-inflamatória, pois atua na produção de substâncias anti-inflamatórias chamadas prostaglandinas E3. O EPA pode apresentar benefícios para a saúde cardiovascular e a circulação já que além de ser anti-inflamatório, também pode impedir que as plaquetas se unam formando trombos (coágulos) que podem causar trombose e derrame cerebral (AVC). Além disso, o EPA pode ser interessante para pessoas que apresentam sintomas ou doenças de caráter inflamatório, como celulite, obesidade e artrite reumatoide.

DHA (docosahexaenoico) é considerado um ótimo alimento para o cérebro e memória, já que grande parte do cérebro é composto por gorduras.

Em relação aos benefícios, o DHA contém propriedade antioxidante e está envolvido com diversos processos cognitivos, além da correta sinalização entre os neurônios. Há estudos que afirmam que o DHA pode impedir a formação de substâncias deletérias para o cérebro e aumentar a produção de substâncias anti-inflamatórias e neuroprotetoras, tendo efeito protetor contra doenças neurodegenerativas como Alzheimer e Parkinson. O DHA também tem papel importante no desenvolvimento fetal, além de fazer parte da retina dos olhos.

Para que ocorra produção de DHA em quantidades adequadas, seria necessária a ingestão de grandes porções de alimentos fonte, como aproximadamente 15 latas de atum ou sardinha ao dia, o que aparentemente é inviável.

Por isso, em muitos casos a suplementação de ômega 3 é importante. Mas, lembre-se: mesmo suplementando, nada substitui uma alimentação saudável e equilibrada. Até porque não se deve visar apenas a absorção de um nutriente isolado, mas sim de todos.

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DHA e EPA: conheça esses ácidos graxos da família ômega 3
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