Gastrofísica e Mindful eating: mente e comida se relacionam

11 meses atrás  Por  Equipe Natue     Sem Comentários

Mindful eating

Sem dúvidas que a alimentação sempre contribuiu para o nosso bem-estar, porém não devemos investir apenas nos benefícios físicos, mas também nos que envolvem a mente. Comer é uma experiência sensorial completa, que começa pelo aroma, a variação de cores, modo de apresentação, texturas e claro, o momento da degustação.

Até mesmo a audição é ativada pelos sons da mastigação, que se alia a memória afetiva que temos ao ingerir determinada comida, esse conjunto de sensações faz com que o prazer em comer esteja muito mais ligado à mente do que a boca. O conceito da gastrofísica e mindful eating exploram como nossos sentidos podem alterar o modo como nos relacionamos com a comida, agora vamos conhecer um pouco mais das diferenças entre eles.

Gastrofísica x Mindful Eating

A gastrofísica estuda como os sentidos podem transformar nossas experiências gastronômicas. Desenvolvida pelo professor de psicologia Charles Spence, pela Universidade de Oxford, ela é descrita por ele como um conjunto de disciplinas, como a psicologia experimental, a neurociência cognitiva, a ciência sensorial ao marketing, a neurogastronomia, o design e o comportamento. Para ele os fatores que nos levam a ficar satisfeitos com a refeição, vão além do alimento no prato.

O conceito de mindful eating surgiu para combater os maus hábitos que atrapalham nosso bem-estar, prega que devemos estar de fato presentes ao fazer uma refeição, com atenção para nossos sentidos, sensações emocionais e físicas, estabelecendo uma rotina e tomando decisões corretas sobre quantidades e tipos de alimentos. Apesar de ambos aspectos convergirem ao mesmo ponto, a gastrofísica acaba tendo um ponto de vista mais científico.

Estimulando os sentidos: o olfato

O simples aroma de uma preparação induz a fome, mesmo que ela seja inexistente. Quem nunca sentiu o cheiro do grão de café moído na hora ou recém preparado e teve vontade de tomar uma xícara, ou ainda que passou em frente à padaria e ao sentir aquele cheirinho de pão que saiu do forno, acabou comprando alguns para o café da tarde? Sabendo da importância do olfato, cada vez mais as marcas apostam em aromas frescos e intensos com a intenção de atrair clientes.

Comendo com os olhos

A visão é um dos sentidos que mais influenciam, como por exemplo, se a comida for colocada no prato aparentando estar bagunçada, a impressão é de que não será tão saborosa quanto aquela posta perfeitamente.

Já que a aparência induz nossa salivação e inicia o processo digestivo. As cores dos recipientes usados para servir os alimentos também fazem a diferença, já que embalagens mais amarelas remetem a sabores cítricos e rosa ou avermelhada aos mais adocicados. Já se uma refeição for feita em um prato vermelho, a tendência é que você consuma uma quantidade menor de comida.

E o som?

O som da mastigação ou de uma embalagem se abrindo também fazem a diferença. As batatas chips geralmente vem em pacotes barulhentos, que remetem ao barulho de crocância e essa é a impressão que as marcas querem passar, de que o conteúdo é igualmente crocante.

Porém imagine que você está em um restaurante e ouve um barulho de micro-ondas vindo da cozinha, será que a refeição tão esperada vai continuar parecendo tão apetitosa? Talvez não, já que costumamos associar a esse barulho a ideia de alimentos rápidos ou menos saudáveis.

O tato também importa

Segurar o prato nas mãos pode te ajudar a comer menos, já que o cérebro não distingue o peso da louça que você está usando e o da refeição, ou seja, ao sentir o peso total ele entende que você fará uma refeição pesada e assume por conta própria que está consumindo uma quantidade maior de alimentos, mesmo que isso não seja verdade.

Os talheres também foram testados e quanto mais leves, menos saborosa a refeição parece, por isso alimentos servidos em aviões com talheres de plásticos tendem a ser menos prazerosos.

Coma com atenção Plena

Outros fatores como a música ambiente, iluminação, companhia ou nossa concentração podem alterar toda nossa experiência ao degustar um prato, portanto fique atento ao fazer suas refeições e desfrute desse momento, aprenda a diminuir o ritmo, pois comer também é um ato de carinho consigo mesmo.

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Gastrofísica e Mindful eating: Entendendo as diferenças
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Misturando ciência e comida, a gastrofísica e mindful eating convergem no mesmo ponto, o de melhorar hábitos em nossa rotina. Entenda esses conceitos.
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