Nutrigenômica: Nutrientes que “conversam” com os genes

1 mês atrás  Por  Equipe Natue     Sem Comentários

Nutrigenômica

O crescimento de ações prejudiciais à saúde da população, assim como a mudança no estilo de vida, fez com que a ciência que envolve a nutrição aperfeiçoasse estudos e pesquisas, devido ao conhecimento prévio das propriedades dos alimentos e como eles podem ajudar a prevenir ou retardar sintomas e doenças.

Você já se perguntou por qual motivo duas pessoas com características físicas, hábitos e estilo de vida semelhantes podem não desenvolver o mesmo tipo de doença? A Nutrigenômica pode ajudar a entender!

O que é a Nutrigenômica?

A Nutrigenômica estuda como os nutrientes “conversam” com os genes, ou seja, como influenciam em sua atividade e como os genes podem influenciar na necessidade de nutrientes.

É possível que a qualidade da sua alimentação ligue e desligue genes que podem colocar o metabolismo em risco, diminuindo ou aumentando a chance do aparecimento de doenças crônicas.

Nosso DNA é um material fixo e determinado para a vida inteira, porém esses genes fixos que o constituem, podem se expressar de maneiras diferentes ao longo da vida em nosso metabolismo, isso significa que fatores externos como a alimentação, o estresse ou a poluição podem fazer com que ele sofra alterações.

Nutrigenética x Nutrigenômica

Enquanto a Nutrigenômica estuda os constituintes dos alimentos, interação com genes e possíveis alterações, a Nutrigenética possibilita por meio de um mapa genético pessoal, uma recomendação dietética personalizada.

A Nutrigenética estuda a variação genética e seus efeitos na interação da dieta com a doença, seu propósito é criar recomendações individuais que apresentem os riscos e benefícios da introdução de uma dieta ou componentes específicos.

Qual a importância dessa ciência nos atendimentos nutricionais?

A Nutrigenética e Nutrigenômica, reforçam a diversidade de grupos étnicos e indivíduos, e como essas diferenças podem afetar a biodisponibilidade de nutrientes em cada metabolismo.

Ambas mostram como a alimentação das pessoas e os nutrientes disponíveis diferem entre si por conta de diferenças ambientais, culturais, econômicas, regionais e até mesmo por hábitos, ainda revelam como a desnutrição ou a hiperalimentação nos afetam geneticamente, fazendo com que a estrutura funcional do gene se modifique.

Atenção nutricionista ou profissional da área da saúde

A esperança é de que futuramente as pessoas possam receber recomendações nutricionais individualizadas, baseadas nas particularidades de seu próprio DNA, contribuindo para evitar doenças crônicas como a obesidade, a hipertensão ou a diabetes, porém o exame que permite o mapeamento genético ainda tem custo elevado, o que o torna pouco acessível.

A nutrição não é uma ciência exata, e cada vez mais vem sendo tratada de maneira rígida, com imposição de regras, o que gera um estresse e desconforto ao paciente.

Enquanto a Nutrigenômica não estiver ao alcance de todos, é preciso retomar o bom senso de que não existem alimentos bons ou ruins, tão pouco que operam milagres, e que se deve incentivar uma alimentação variada, equilibrada e que valoriza aspectos como comer sem culpa e com prazer, pois nossas atitudes com a comida são muito mais importantes do que nutrientes isolados.

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Nutrigenômica: Nutrientes que “conversam” com os genes
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A nutrição vem passando por avanços e uma delas é a descoberta da interação dos nutrientes com os genes. Entenda como funciona e qual o papel da Nutrigenômica.

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