Saiba tudo sobre diabetes: sintomas, causas e tratamento

4 meses atrás  Por  Equipe Natue     Sem Comentários

diabetes

Segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes, atualmente, no Brasil, há mais de 13 milhões de pessoas vivendo com a doença, o que representa 6,9% da população. E, infelizmente, esse número está crescendo.

A seguir, esclarecemos as principais dúvidas sobre a diabetes, para que você possa aprender a se prevenir e/ou conviver com ela, transformando-a em um motivo a mais para olhar com carinho para sua saúde.

O que é diabetes mellitus?

O diabete mellitus é uma síndrome caracterizada pelo excesso de açúcar no sangue, seja pela baixa produção de insulina no organismo ou pela incapacidade de a insulina exercer sua função nas células, causando uma elevação anormal da glicemia.

A insulina é um hormônio liberado pelo pâncreas e tem papel fundamental no controle da glicemia, pois é ele quem estimula a entrada do açúcar nas células, onde será metabolizado e transformado em energia ou armazenado na forma de gordura. Quando o hormônio é liberado em quantidade suficiente, mas não consegue agir adequadamente nas células, esse processo é chamado de resistência à insulina, e pode indicar o início da doença, evoluindo para diabetes.

Tipos de diabetes

Existem diferentes tipos de diabetes, entenda cada um deles:

Diabetes tipo 1: esse tipo de diabete ocorre por uma predisposição genética, onde o organismo passa a produzir anticorpos contra as células do pâncreas que produzem insulina, com isso, há um grande desequilíbrio no controle da glicose, já que ocorre perda na capacidade de produzir o hormônio. Se manifesta, normalmente, na infância e adolescência, mas pode ocorrer em adultos também. O controle é feito com insulina, atividade física e planejamento alimentar. O uso de medicamentos pode ser indicado, em alguns casos.

Pré-diabetes: é um termo utilizado para definir as pessoas que ainda não foram diagnosticadas, mas apresentam alterações nos níveis de glicemia e podem se tornar diabéticas. Esse estágio pode ser revertido com o controle de peso, a prática de exercícios e alimentação equilibrada, com redução no consumo de carboidratos refinados.

Diabetes tipo 2: é mais comum em indivíduos acima de 50 anos, com sobrepeso ou obesos, alterações no colesterol ou na pressão arterial e pode ocorrer tanto pela produção insuficiente de insulina pelo pâncreas, como pela baixa efetividade da insulina nas células, processo denominado de resistência à insulina.

O elevado consumo de carboidratos refinados e açúcar ao longo da vida pode gerar uma sobrecarga no pâncreas, devido à alta produção do hormônio para equilibrar os níveis do organismo, prejudicando a produção normal, e, consequentemente, evoluindo para diabetes.

É o tipo mais prevalente, representando cerca de 90% de todos os casos de diabetes e, embora seja mais comum em adultos, também pode acometer crianças. É tratada normalmente com medicamentos, mas pode ser necessário o uso de insulina, além de alimentação equilibrada e exercícios físicos.

Diabetes gestacional: ocorre durante o período da gravidez, principalmente após o 6º mês, devido às alterações hormonais comuns dessa fase e dificilmente apresenta sintomas, sendo diagnosticado através de exames de rotina. Pode ser controlado por meio de uma alimentação saudável e exercícios físicos, conforme liberação médica e, caso essas medidas não sejam suficientes, pode ser indicado o uso de medicamentos. Os fatores de risco para o desenvolvimento de diabetes gestacional são:

  • Idade materna avançada
  • Ganho excessivo de peso durante a gravidez
  • Obesidade
  • Histórico familiar
  • Diabetes gestacional anterior

Uma das possíveis complicações do diabetes gestacional para o bebê é o parto prematuro e o risco de peso excessivo ao nascer. Para a mãe, é a maior probabilidade de se tornar diabética tipo 2 após o parto. Porém, com o controle adequado da doença, os riscos são baixos, e além disso, o processo da amamentação reduz as chances de desenvolvimento de diabetes após o parto.

Existem outros tipos de diabetes menos comum, causados por alterações genéticas na produção ou ação da insulina, câncer no pâncreas, pancreatite, uso de alguns tipos de medicamentos, como os corticoides.

Sintomas da diabetes

Os sintomas da diabetes podem variar de acordo com o tipo, mas os mais comuns são:

  • Rápida perda de peso
  • Vontade de urinar diversas vezes
  • Fadiga
  • Visão turva
  • Formigamento nas pernas e nos pés
  • Sede constante
  • Fome excessiva

Como diagnosticar diabetes

O diagnóstico de diabetes pode ser feito através de exames de sangue que avaliam a glicemia em jejum e 2 horas após sobrecarga de uma solução de glicose. Os exames podem ser repetidos em outros dias para realização do correto diagnóstico.

Os valores de referência considerados normais são de 70 a 100mg/dL. A partir de 100mg e até 126mg/dL em jejum, já é considerado glicemia alterada.

O diabetes é diagnosticado a partir de 126mg/dL em jejum, em exames repetidos mais de uma vez, podendo ou não ter sintomas associados.

É possível realizar testes rápidos para verificar os níveis de glicose no sangue, que podem ser feitos em postos de saúde ou até mesmo em casa, importantes para acompanhamento da doença e avaliar a eficácia dos medicamentos e mudanças no estilo de vida. É preciso apenas uma gota de sangue do dedo e o resultado sai em poucos minutos.

Fatores de risco para diabetes

Por ter influência genética, ainda não se sabe ao certo quais os fatores de risco para o desenvolvimento de diabetes tipo 1.

Já o diabetes tipo 2 está associado com excesso de peso ou obesidade, ter histórico de diabetes na família ou diabetes gestacional, ter colesterol elevado ou pressão alta, fazer uso crônico de medicamentos à base de glicocorticoides, ter síndrome do ovário policístico, entre outros.

Como tratar diabetes

No diabetes tipo 1, em que há ausência de insulina, é indicado fazer a reposição por meio de aplicações do hormônio diretamente no tecido subcutâneo com pequenas agulhas. Nesses casos, é importante sempre fazer um rodízio dos locais de aplicação para que não haja complicações na pele, como enrijecimento em alguns pontos. A insulina pode ser aplicada no abdômen, nas coxas ou nos braços.

A aplicação de insulina também pode ser indicada no tratamento para diabetes gestacional e em alguns casos, no diabetes tipo 2, quando a glicemia não é controlada com uso dos medicamentos de uso oral.

No quadro de diabetes tipo 2, a primeira opção de tratamento é com os medicamentos, que auxiliam na manutenção dos níveis normais de glicose.

Após o correto diagnóstico, o diabetes também pode ser controlado através da prática de exercícios físicos orientados e um planejamento alimentar adequado. Além disso, é importante continuar o acompanhamento médico e nutricional, para avaliar a eficácia do tratamento e prevenir complicações.

Dieta para diabetes

Os carboidratos possuem grande efeito nos níveis de glicose sanguínea, por isso, uma das prioridades da dieta para diabetes é controlar o índice glicêmico dos alimentos consumidos, para que tenham pouco impacto na glicemia.

A contagem de carboidratos também é muito utilizada para o controle do diabetes, principalmente para quem utiliza insulina, pois permite ajustar a dose de acordo com a quantidade de carboidrato ingerida em cada refeição, evitando tanto a hiper, quanto a hipoglicemia, além de permitir maior flexibilidade na dieta.

Cuidados

  • Evitar hiperglicemia: quando os níveis de glicose aumentam muito podem gerar complicações, como coma diabético;
  • Evitar hipoglicemia: pode ocorrer após aplicação incorreta da insulina, e causar tontura, desmaio, suor excessivo, fraqueza, entre outros.
  • Evitar andar descalço e o uso de sapatos que machuquem os pés
  • Restringir a ingestão de bebidas alcoólicas
  • Cuidar da saúde bucal e dos olhos
  • Não permanecer muito tempo em jejum
  • Substituir o açúcar por adoçantes, como o stevia
  • Sempre seguir as orientações médicas quanto ao uso dos medicamentos

Complicações

  • Doenças renais: devido a uma sobrecarga nos rins, prejudicando a filtração adequada e gerando lesões. Em quadros graves, pode ser necessário a realização de transplantes ou hemodiálise.
  • Problemas nos pés: com a dificuldade de cicatrização causada pelo excesso de açúcar, pequenos machucados podem evoluir para complicações que levam a necessidade de amputação do membro.
  • Problema nos olhos: as complicações comuns são retinopatia, glaucoma e cataratas, que podem gerar a perda de visão.
  • Problemas cardiovasculares: quando associado com outros fatores de riscos, como colesterol elevado, obesidade e pressão alta, pessoas com diabetes tem mais chances de terem enfartes ou AVC (acidente vascular cerebral ou derrames).
  • Neuropatia diabética: comprometimento dos nervos, gerando sintomas como formigamento e dormência nas mãos e pês.

É importante ressaltar que todas as complicações do diabetes podem ser prevenidas e que nem todas as pessoas que convivem com a doença vão desenvolver algum desses problemas associados.

Pergunta frequentes sobre diabetes

Como prevenir diabetes?

A melhor maneira de prevenir o diabetes é manter o peso adequado, praticar exercícios físicos e manter uma alimentação saudável

Diabético pode consumir mel?

Não. O mel, assim como o açúcar mascavo e demerara, são ricos em sacaroses, por isso devem ser evitados. As melhores opções são os adoçantes, como stevia e xilitol.

Por que a insulina não pode ser consumida?

Se a insulina for consumida, será digerida no estômago e perderá sua ação, por isso deve ser aplicada, tendo sua estrutura preservada e sua ação preservada.

Diabetes é contagiosa?

Não! Diabetes não é transmitido de pessoa para pessoa, sendo uma doença metabólica.

Diabetes causa impotência sexual?

Uma das complicações do diabetes é a neuropatia, que pode comprometer os nervos na região genital e causar a impotência.

Diabetes tem cura?

Não, mas é possível conviver bem com a doença, mantendo os níveis de glicose dentro dos padrões normais.

 

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Diabetes: Saiba tudo sobre a doença que atinge 13 milhões de brasileiros
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Tudo sobre diabetes. Confira o que é, os tipos e qual a melhor alimentação para tratar diabetes.

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