Ter uma vida saudável é mais fácil e barato do que você imagina

4 anos atrás  Por  Equipe Natue     Sem Comentários

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Artigo de especialista – Juliana Sousa*

Ser saudável é um desejo unânime: podemos dizer que a grande maioria das pessoas quer iniciar uma vida ativa e almeja ter uma alimentação equilibrada. Todos nós sabemos dos prazeres e benefícios de ter hábitos mais saudáveis, porém, a atitude das pessoas nem sempre caminha em direção a esses objetivos.

Infelizmente, uma vida saudável ainda é associada a muita privação, sacrífico e grande investimento financeiro. Isso ocorre devido à esperteza das grandes marcas em identificar maior procura por saúde, dessa maneira surgiram diversos e variados produtos relacionados a uma vida mais saudável, e absurdamente mais caros do que os produtos considerados “comuns”.

Vamos usar como exemplo o arroz. Há alguns anos tínhamos o conhecimento apenas do arroz branco (bom, pelo menos eu era assim). Atualmente você acaba ficando perdido em uma prateleira desse alimento. Temos arroz branco, arroz integral, negro, vermelho, castanho, 7 grãos, entre outros tipos que prometem mais saúde no seu prato. Nem todos eles são tão caros. O integral, por exemplo, não é muito mais caro do que o arroz comum. Mas vamos imaginar que colocaram na sua cabeça que para ter saúde você tem que comer o arroz negro, e você nunca compra porque é caro demais. No entanto, não seria um prato de salada, arroz branco, feijão e frango grelhado anos-luz mais saudável e barato do que aquele fast food que você come todos os dias no almoço porque não tem dedicação e nem tanto dinheiro para investir em uma vida mais saudável?


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É claro que todos esses produtos “fitness” (com exceção dos produtos que literalmente enganam as pessoas) são facilidades que ajudam dentro de uma alimentação saudável. O arroz negro, por exemplo, contém muito mais proteínas, fibras e ferro até mesmo do que o integral, mas custa R$ 25,00 meio quilo. Sou contra a ingestão de arroz negro para ter mais saúde? Não, eu consumo (às vezes) e amo! Sou contra dizer que você terá mais saúde APENAS se consumir o arroz negro? SIM! Ou seja, se puder, invista, caso contrário, simplesmente pare de comer produtos industrializados (barrinhas, bolachas, entre outros) e restrinja a sua alimentação apenas a frutas, legumes, hortaliças, carnes, ovos, castanhas e arroz com feijão (que vem no saquinho, mas é um grão). Coma esses alimentos de três em três horas e você vai perceber que quando coloca o seu despertador para sinalizar nesse período, e você realmente se alimenta quando ele toca, a sua vontade de comer comidas “não saudáveis” será praticamente nula. E se sentir essa vontade, você não vai exagerar na dose, e sim comer apenas um pouco do que você está com desejo (e não, isso não é errado! Vida saudável é equilíbrio! Restrição é para atletas, mas isso é outra história).

Outra observação: fazer essa alimentação, além de ser muito mais saudável, também é muito mais barato do que uma dieta recheada de fast food e produtos industrializados, que costumam ser caros. Porém, é necessário que você visite uma nutricionista. Essa é uma dica comportamental, e não nutricional. Acredite, se você tentar montar a própria dieta, com certeza faltará nutrientes. Dieta é algo muito específico, não existe uma “dieta padrão” que possa ser aplicada por todos. Mas, fazendo a troca de produtos industrializados por produtos naturais e criando o hábito de comer a cada três horas, a sua alimentação será mais saudável do que uma totalmente cheia de açúcar e desregrada, e você estará mais “educado” para se alimentar corretamente quando for ao nutricionista. Vai melhorar a sua saúde e facilitar o trabalho dele! Fica a dica: fuja dos nutricionistas que cortarem totalmente o seu carboidrato ou encherem a sua dieta com alimentos que você simplesmente odeia. Claro que se você odiar frutas e verduras, ele irá usar estratégias para que você goste. Mas, se você sente ânsia com ricota, por exemplo, e ele te pedir para comer no café da manhã, dificilmente essa reeducação alimentar irá funcionar.


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Sendo assim, se você puder financeiramente aproveitar as facilidades da vida saudável, ótimo. Mas não tenha em mente que é necessário um investimento absurdo na alimentação para ter mais saúde. Mesmo que você não possa comprar alimentos caros, existem outras facilidades acessíveis, como aplicativos gratuitos que ajudam a lembrar a hora certa de comer e beber água, assim como canais que dão dicas de saúde (confie apenas naqueles que oferecem informações vindas de profissionais formados e devidamente qualificados). A academia não precisa ser a mais cara da cidade, mas desse investimento não tem como fugir. É muito legal (motivante, seguro e válido) treinar com um bom personal, mas se você não pode investir, não deixe de treinar por causa disso. Porém, não treine sem orientação! Se não pode contratar um bom personal trainer, encontre um bom professor de sala. Certifique-se que a sua academia ofereça professores bem-conceituados, caso contrário você pode chegar a ter algum tipo de lesão por causa da orientação de profissionais mal preparados. Infelizmente é uma realidade triste na nossa área. Outra coisa: aposto que você tem plano de saúde e nunca usa. Que tal agendar uma consulta e fazer uma bateria de exames de sangue para conferir se está tudo ok? Nutricionista não tem jeito: tem que pagar e nem sempre o mais caro é o melhor, mas os bons não costumam ser tão baratos. Porém, é um investimento necessário, e saúde é sempre prioridade. Alguns planos de saúde oferecem essa opção também, confira o seu.

É preciso que as pessoas não apenas se conscientizem sobre a importância de uma vida mais saudável, mas também saibam que além de ser muito prazeroso, esse estilo de vida não precisa se enquadrar em alimentos caríssimos e sofrimento exagerado. É claro que dedicação e força de vontade sempre serão primordiais para esse objetivo. Mas, relacionar a saúde a algo praticamente inatingível, repleto de sofrimento e ao alcance de poucos, afasta muitas pessoas que poderiam se enquadrar perfeitamente em uma vida mais saudável, mas não se enquadram porque acreditam na mentira da NECESSIDADE de grande investimento financeiro e de sacrifício de um fisiculturista. Cada um de nós tem seus gostos e realidade. Cabe a população não ouvir conselhos de pessoas que não são da área, e aos bons profissionais oferecer saúde de acordo com as limitações e possibilidades de cada um.


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*Juliana Sousa é formada em Educação Física pela Universidade de São Paulo (USP) e especialista em Fisiologia e Biomecânica do Aparelho Locomotor pelo Instituto de Ortopedia e Traumatologia da Faculdade de Medicina da USP. É Idealizadora do projeto Mulheres Saudáveis.

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Artigo de especialista – Juliana Sousa* Ser saudável é um desejo unânime: podemos dizer que a grande maioria das pessoas quer iniciar uma vida ativa e almeja ter uma alimentação equilibrada. Todos nós sabemos dos prazeres e benefícios de ter hábitos mais saudáveis, porém, a atitude das pessoas nem sempre caminha em direção a esses objetivos. Infelizmente, uma vida saudável ainda é associada a muita privação, sacrífico e grande investimento financeiro. Isso ocorre devido à esperteza das grandes marcas em identificar maior procura por saúde, dessa maneira surgiram diversos e variados produtos relacionados a uma vida mais saudável, e absurdamente mais caros do que os produtos considerados “comuns”. Vamos usar como exemplo o arroz. Há alguns anos tínhamos o conhecimento apenas do arroz branco (bom, pelo menos eu era assim). Atualmente você acaba ficando perdido em uma prateleira desse alimento. Temos arroz branco, arroz integral, negro, vermelho, castanho, 7 grãos, entre outros tipos que prometem mais saúde no seu prato. Nem todos eles são tão caros. O integral, por exemplo, não é muito mais caro do que o arroz comum. Mas vamos imaginar que colocaram na sua cabeça que para ter saúde você tem que comer o arroz negro, e você nunca compra porque é caro demais. No entanto, não seria um prato de salada, arroz branco, feijão e frango grelhado anos luz mais saudável e barato do que aquele fast food que você come todos os dias no almoço porque não tem dedicação e nem tanto dinheiro para investir em uma vida mais saudável? É claro que todos esses produtos “fitness” (com exceção dos produtos que literalmente enganam as pessoas) são facilidades que ajudam dentro de uma alimentação saudável. O arroz negro, por exemplo, contém muito mais proteínas, fibras e ferro até mesmo do que o integral, mas custa R$ 25,00 meio quilo. Sou contra a ingestão de arroz negro para ter mais saúde? Não, eu consumo (às vezes) e amo! Sou contra dizer que você terá mais saúde APENAS se consumir o arroz negro? SIM! Ou seja, se puder, invista, caso contrário, simplesmente pare de comer produtos industrializados (barrinhas, bolachas, entre outros) e restrinja a sua alimentação apenas a frutas, legumes, hortaliças, carnes, ovos, castanhas e arroz com feijão (que vem no saquinho, mas é um grão). Coma esses alimentos de três em três horas e você vai perceber que quando coloca o seu despertador para sinalizar nesse período, e você realmente se alimenta quando ele toca, a sua vontade de comer comidas “não saudáveis” será praticamente nula. E se sentir essa vontade, você não vai exagerar na dose, e sim comer apenas um pouco do que você está com desejo (e não, isso não é errado! Vida saudável é equilíbrio! Restrição é para atletas, mas isso é outra história). Outra observação: fazer essa alimentação, além de ser muito mais saudável, também é muito mais barato do que uma dieta recheada de fast food e produtos industrializados, que costumam ser caros. Porém, é necessário que você visite uma nutricionista. Essa é uma dica comportamental, e não nutricional. Acredite, se você tentar montar a própria dieta, com certeza faltará nutrientes. Dieta é algo muito específico, não existe uma
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