Treinar ou não com dores musculares?

2 anos atrás  Por  Equipe Natue     Sem Comentários

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Artigo de especialista – Claudio Bolanho*

A palavra dor soa como algo ruim, que poderá impedi-lo de seguir em frente com o treino. Mas, às vezes, não é bem assim. Claro que toda dor deve ser levada à sério e, caso persista, a orientação de um médico é indispensável. Porém, existem tipos de incômodos que não te afastam por períodos muito longos dos treinos se diagnosticadas e tratadas corretamente. Para saber se você poderá treinar com dores é preciso identificar se o que está sentindo é uma dor muscular ou estrutural.


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Dor muscular

A dor muscular é aquela “dor boa” que surge depois de treinos mais pesados. Essa dor ou cansaço termina ou diminui após o treino e passa com a diminuição da intensidade. Geralmente a sensação de cansaço é sentida em todo um grupo muscular e é um incômodo generalizado, mas que passa. Iniciantes sentem muito esse tipo de dor, pois os músculos e articulações ainda não se habituaram ao exercício. No período em que essa dor estiver presente, opte por uma atividade física leve ou pelo repouso total.

Dor estrutural

A dor estrutural significa lesão, que pode ser desde distensões até microrrupturas e com duração bem maior. Quando perceber que uma dor não passa mesmo após um tempo de descanso, provavelmente você foi acometido por alguma contusão. Essas dores precisam ser comunicadas ao seu treinador e analisadas por um médico com urgência, pois treinar nessas condições está, definitivamente, fora de cogitação.

Dores musculares podem não ser do treino

Além dessas duas dores citadas, os incômodos também podem surgir fora dos treinos. Existem aquelas dores por conta de posturas inadequadas durante o dia de trabalho ou por exigências físicas que não são do esporte, como movimentos repetitivos no trabalho ou em casa.

O descanso é primordial

O corpo se adapta ao esforço físico, mas tudo tem um limite. Sem descanso, o corpo não consegue receber bem as cargas de treino e com a repetição dos treinos poderá entrar em um estado em que o organismo chega ao seu limite de esforço.
Essa “folga”, portanto, é mais que necessária. É um período em que o organismo repõe as perdas, recupera-se de microlesões e repõe os estoques, por exemplo, de carboidratos entre outros elementos importantes da musculatura, como sangue e hormônios.
O descanso faz parte do treinamento, pois é neste momento que o organismo realiza o que chamamos tecnicamente de “anabolismo”, que nada mais é do que a assimilação aos estímulos do trabalho realizado, mostrando assim os resultados desejados. Portanto, fique sempre atento aos sinais do seu corpo.

Bom treino!

*Cláudio Bolanho é formado em Educação Física e Pós-graduado em Treinamento Desportivo. Atualmente é diretor geral da Performance da Consultoria Desportiva, situada em Portugal.


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